Viajando pela África do Sul: Safári!!

04 de Agosto de 2016 - por

Oi meninas!!!

E vamos continuar falando sobre nossa incrível viagem pela África do Sul… No último post falei sobre nossa primeira parada, o famoso Hotel The Palace of The Lost City que fica em Sun City a 200 km de Johannesburg.

Nossa próxima aventura (e que aventura) foi conhecer e fazer safáris na maior reserva de animais da África do Sul,  o mundialmente famoso Kruger National Park. Saímos de Sun City de volta a Johannesburg,  2:30hs de carro, lá pegamos um voo de uma hora para o Kruger, descemos bem pertinho do hotel, super tranquilo!

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Para quem está planejando uma viagem pra África do Sul, mais especificamente para fazer safári no Kruger, e vai com criança, assim como eu fui, é importante saber que nesta reserva há vários tipos de alojamentos diferentes (acampamentos, cabanas…) e muitos Lodges (hotéis na savana), mas estes Lodges tem limite de idade: não aceitam crianças abaixo de 13 anos, 10 anos, 6 anos… cada hotel tem um limite de idade.

Nos hospedamos no Sabi Sabi Private Game Reserve, que tem 4 diferentes Lodges de Luxo, mas só o Bush Lodge aceita crianças abaixo de 13 anos, foi onde ficamos e gostamos muito. O hotel  é uma reserva privada que fica nos arredores do Kruger Park. Apesar de ser privada, ela não é fechada, não tem barreiras, não é sistema zoológico. Os animais circulam livremente de um lado para o outro, de uma reserva para a outra, tanto que depois do jantar, quando escurece, você só pode ir para o quarto com seu Ranger, uma pessoa com experiência que trabalha lá, mas depois explico isso melhor.

Outra coisa bacana e prática do hotel  é que ele é all inclusive, tudo está incluso: todas as refeições e lanches, 2 safáris por dia em carro aberto com Ranger (um de manhã bem cedo e outro no final da tarde) e a estadia em quarto super confortável. Nós ficamos 3 noites e fizemos 4 game drives (safáris): chegamos na hora do almoço, almoçamos, fizemos um safári no final da tarde. Dia seguinte, fizemos o safári da manhã e o do final da tarde novamente. No terceiro dia, fizemos o safári da manhã e  não fizemos o da tarde pois era aniversário da minha mãe e resolvemos ficar no hotel curtindo o lugar (mara) tomando drinks (tudo incluso) e no quarto dia fomos embora após o almoço, poderíamos ter feito o safári da manhã só que tivemos que arrumar malas (e põe mala nisso rsrs). Achei  ideal  este pacote  de 3 noites,  aproveitamos bastante e, conseguimos ver os Big 5 (os 5 animais antes mais difíceis de serem vistos e caçados: leão, búfalo, elefante, rinoceronte e leopardo).

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Fazer safári foi uma das maiores emoções que já vivi, achei que fosse gostar, mas confesso que me surpreendi muito, foi além das minhas expectativas, sensacional, as crianças também amaram, só vivendo para saber a experiência incrível que é estar naquele lugar!!!

Basicamente a nossa rotina era dormir, comer e fazer safári, e isso pode parecer  ”chato”, muito parado, mas não é não, pois depois de uma aventura que é fazer safári, a adrenalina que é, só queremos comer, descansar e esperar pelo próximo… Todos os dias acordamos antes das 6h da manhã, às 6h20, estamos na varanda/restaurante do Lodge, onde tomamos um café rápido, em pé mesmo, só para esquentar e acordar. Às 6:30hs, partimos para o nosso primeiro Game Drive do dia, com o nosso Ranger (que dirige o carro 4×4) e o nosso Tracker, que vai sentado numa cadeirinha na frente, vendo pegadas, prestando atenção nos sons, pistas de onde podem estar os animais. Eles formam uma dupla, trabalham sempre juntos, desde o momento que eles te buscam no aeroporto até te levarem de volta, são sempre os mesmos, e os dois possuem muito experiência e passam muita segurança, tanto em relação aos caminhos (os parque são imensos) quanto às reações dos animais.

Saímos para o safári e então começa a “caça” pelos animais, sendo os Big 5,  leão, búfalo, elefante, rinoceronte e leopardo os mais procurados. Cada safári dura, mais ou menos 3:00hs/ 3:30hs, e é sempre uma surpresa, nunca sabemos o que vamos ver, os animais estão soltos, em seu habitat natural, eles se movimentam, não sabemos onde estão e para onde vão. Mas, graças à experiência dos Rangers e Trackers que conhecem os caminhos e já estão acostumados com os hábitos dos animais, é mais fácil encontrá-los. Os carros tem rádio e os Rangers se comunicam com outros jeeps e avisam onde tal animal foi visto, ou onde está naquele momento, e então eles aceleram o jeep, passando por todos os obstáculos, em uma super aventura… Era um momento de tensão e gargalhadas, as crianças enlouqueciam, achavam o máximo, mas qual criança não curte ver animais e da forma mais aventureira possível?!!!

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No meio do safári, o jeep para em uma área bem aberta, um descampado, onde podemos ver de longe se algum animal se aproximar. São momentos bem especiais, onde descemos do carro, confesso que no início com medo, andamos um pouco, fotografamos, comemos, bebemos, descobrimos pegadas, curtimos o silêncio da savana… De manhã, eles nos preparam um café/chá/chocolate com biscoitos, cookies, já no safári da tarde, esse momento se transforma em aperitivo com vista para o pôr do sol, com vinho branco ou tinto, suco, refrigerantes e salgadinhos.

Voltamos para o hotel por volta das 9:30hs, onde tomamos um café da manhã de verdade no restaurante. Tempo livre até às 13h quando será servido o almoço em buffet. Depois do almoço, mais um tempo livre onde podemos descansar, ou aproveitar a piscina, a vista, a tranquilidade do lugar. Em frente ao Lodge, há um ponto de água onde vários animais vem se refrescar ao longo do dia, é uma delícia sentar na varanda e ficar observando, só temos que tomar cuidado com os macacos que entram a todo instante e podem te levar alguma coisa embora.  Às 15h,  eles  servem um lanche e às 15:30hs parte o safári da tarde e só voltamos para o jantar.

O clima e visual é bem diferente entre o safári da manhã e o da tarde: de manhã, alguns animais estão dormindo ou acordando e, de tarde, outros despertam também para começar uma noite de caçada. A luz é diferente e o pôr do sol na savana é espetacular! As cores, as paisagens, os sons… No inverno, a noite começa cedo e continuamos o safári iluminados pelas lanternas do carro e outra potente que o Tracker usa, é muito excitante naquela escuridão da noite “caçar” o animal com a ajuda apenas desta grande lanterna que o Tracker aponta freneticamente para todos os lados enquanto o Ranger dirige o nosso jeep e se comunica no rádio com os outros guias para saber se alguém localizou algum felino. É uma adrenalina, parece que estamos em um filme rsrs, dá um certo medo mas também é bacana ver alguns animais de noite, com lanterna (os que aceitam ser iluminados – alguns tem olhos sensíveis). Leões, por exemplo, não se incomodam.

De volta ao Hotel,  às 19:30hs, é servido um jantar do lado de fora, iluminado à luz de velas, lâmpadas e fogueira, num clima rústico e muito agradável! Cada família/grupo de cada carro janta com o seu Ranger, e assim, continua contando histórias, respondendo às nossas perguntas, que não acabam nunca sobre animais, por exemplo perguntei de qual animal ele sentia mais medo e ele me respondeu que com certeza o mais perigoso é o elefante, e eu com medo dos leões e achando uma fofura os elefantes rsrs. Ah tenho que dizer que neste lugar não encontrei, de jeito nenhum, um ranger que falasse português, lá é tudo em inglês, infelizmente…O jantar termina com as crianças assando marshmallow na fogueira e os adultos com um vinho em frente a uma lareira que fica no lounge.

Depois do jantar, é hora de voltar para o quarto, o dia termina cedo, ficamos exaustos e no  dia seguinte, temos que acordar cedo novamente para o safári da manhã! O Ranger que jantou com vocês, fica responsável por levá-los ao quarto (geralmente cabanas espalhadas pelo terreno). E se, de noite você quiser sair do quarto, deve ligar para a recepção e eles veem te buscar, não é aconselhável sair do quarto sozinho. Durante a noite, você vai escutar muitos barulhos da savana: rugidos de leões, uivos de cachorros selvagens e muitos outros gritos indecifráveis para quem não está acostumado.

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Desde que fui tenho recebido perguntas de pessoas que estão querendo ir mas tem algumas dúvidas, peguei as duas perguntas que mais foram feitas e vou falar um pouquinho: o perigo de ser atacado por animais e a época boa de ir!

Bem vou começar falando sobre a época de ir: O safári pode ser feito o ano todo, eu fui no fim de junho que é o começo do inverno, e é bem verdade que nos meses de inverno é a melhor época: inverno com tempo seco, sem chuvas, é melhor para observar os animais. Nessa época, o mato também fica baixo e as árvores sem folhas, o que também facilita a visualização dos bichos. Além disso, como faz frio, há menos insetos, na verdade não tivemos nenhum problema com mosquitos. O mais chato pra quem está com criança é porque faz muito frio de manhã e no final do dia, o vento frio incomoda pois o jeep é aberto, não tem proteção lateral ou teto. Sem sol, com o vento e o carro em movimento, não tem jeito, faz frio mesmo, mas dentro do jeep  temos bolsas de água quente para colocar no colo e cobertores para nos cobrir o que dá uma ajuda. Quando o sol abre, de dia, dá para ficar só de blusa de manga comprida. No verão (janeiro) chove todo dia um pouco, faz calor, os animais se escondem e a vegetação fica mais densa. Resumindo, acho que a melhor época para fazer safári é no inverno deles, e como a África do Sul é um país do hemisfério sul, as estações são as mesmas do Brasil.

A outra questão, e que antes de irmos fazer safári era nossa maior preocupação: o medo de sermos atacados pelos animais, já que eles vem pertinho do jeep aberto . Pelas minhas pesquisas e lá eu confirmei isso foi que o principal é fazer safári com uma empresa experiente, o Hotel  Sabi Sabi tem mais de 35 anos de existência e nunca tiveram um acidente.  Quando chegamos para nosso primeiro safári perguntei para o Mike nosso ranger e ele nos disse algumas regras que eles tem para evitar qualquer ataque: o jeep não pode chegar perto de filhotes muito pequenos para que estes não se sintam ameaçados, mas depois de um certo momento  os animais começam a se acostumar com a presença de um objeto grande, um carro, que não lhe faz mal, não rouba comida nem território. Um carro que só chega ali, fica em silêncio, observa e vai embora.

Quando o carro está parado, observando um animal, eles pedem para você ficar sentado, em silêncio. Não pode fazer barulho, e por isso também a dificuldade de fazer safári com crianças muito pequenas ou agitadas, não pode gritar, ficar de pé no jeep… e muito menos descer! Aí sim, você não faria mais parte do objeto grande que é o carro e chamaria a atenção, virando uma presa fácil. 

Os Rangers conhecem os sinais dos animais: orelhas que abaixam, um rabo que mexe de forma diferente… o animal está estressado, não quer a nossa presença, é hora de ir embora! O animal é sempre respeitado!!

Um ponto muito importante que devo lembrar é que dentro do Kruger Park, é possível entrar com carro particular alugado. Mas não se compara, nem de longe, em fazer um safári com um jeep aberto e Guia (Ranger), um profissional, que explica tudo pelo caminho, além de ser muito melhor como experiência e principalmente é melhor porque os riscos diminuem MUITO!

Bem, espero que tenham gostado!!! Qualquer dúvida é só perguntar!!!

Muitos beijinhos!!!!

A @atlasturviagens foi a agência de viagem que organizou, maravilhosamente bem, tudo pra mim (34) 32550800.

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